Recentemente assisti a mais um concerto (neste caso Alicia Keys). Durante o espectáculo não pude deixar de reflectir sobre uma situação que é cada vez mais uma realidade nas nossas vidas, o uso dos telemóveis (na sua maioria já smartphones) para coleccionar recordações dos momentos que vivemos e partilhá-los “live” dos locais, com os nossos amigos. Chega-se a comunicar com amigos que estão no recinto via Facebook ou Twitter
Das pessoas que me rodeavam deviam ser raras as que não tinham ou máquina fotográfica ou telemóvel a postos para registar os momentos considerados mais interessantes (eu incluída!) para depois partilhar com os amigos ou para mais tarde recordar.
O mesmo acontece em eventos (de negócios). No último evento em que participei (OMExpo Madrid) também pude constatar a quantidade de telemóveis que serviram para fotografar oradores, slides, filmar apresentações. De facto é mais fácil do que tirar apontamentos! No dia seguinte a um evento se formos ao Slideshare ou ao Youtube já temos toneladas de informação partilhada entre os participantes.
Isto é bom? É mau? É natural? Daria pano para mangas.
Eu, sendo uma entusiasta e forte utilizadora das redes sociais, acho uma evolução natural mas não deixa de ser uma constatação sobre a qual quis reflectir.
Estará a nossa memória a ficar mais fraca consequência da evolução da tecnologia e da www? Estaremos a ficar dependentes do telemóvel e dos laptops par a gestão do dia a dia?
A apresentação da Laura Chabi – Yahoo,fala da redução da nossa memória e aborda a oportunidade que isso representa para a publicidade online. Muito interessante!
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